![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
28/08/2003 15:51
Era aproximadamente oito horas da noite quando terminara de trancar a loja para voltar para casa. A noite estava fria e garoenta, fazendo com que poucas pessoas circulassem na rua àquela hora, e mesmo a jovem não via a hora de abrigar-se debaixo de suas cobertas. No percurso de volta até sua casa, do lado e na direção oposto da rua em que caminhava, com uma expressão triste ao invés do costumeiro sorriso, ela avista o carteiro (há essa hora também voltando para sua própria casa), que sempre muito simpático, deixava para entregar-lhe suas correspondências por ultimo para ficar algumas horas contando as situações engraçadas e perigosas que lhe ocorriam no exercício de sua profissão, antes de retornar a sua casa que era a poucos quarteirões de seu apartamento. Mas parecia que hoje ele resolverá não esperá-la com sua correspondência, mesmo assim ela não hesitou ao percebeu seu olhar em sua direção, em dar um sonoro “olá” e acenar várias vezes.
O que realmente a perturbou foi a indiferença que seu caloroso cumprimento causou, nem ao menos um sinal com mão, nem uma mudança de expressão, ele continuou o seu caminho de cabeça baixa, como se ninguém existisse envolta.
Mais um pequeno trecho da história!
Até mais...
enviada por *¤*:: £µd ::*¤*
24/08/2003 22:27
Continuando...
Depois de esquecer o incidente com os relógios, ou melhor dizendo, depois de perceber que não seria capaz de concertá-los, o dia continuou como o habitual. A tantas da tarde, um velho amigo (velho mesmo) que costuma ir até sua loja para conversar enquanto tomam chá, impreterivelmente todas às segundas-feiras, toca a pequena sineta da porta avisando da sua chegada, enquanto isso, igualmente pontual, a chaleira apita avisando que o chá também está pronto, logo, dão início a uma calorosa conversa sem muitas preocupações, sobre os mais variados assuntos. O velhaco sempre tem algo de novo para contar, mas dessa vez a história que ele começava a relatar parecia mais confusa, mais intrincada, as palavras pareciam esconder seu sentido atrás da sonoridade que ganhavam naquele ambiente, e que por mais que a jovem devotasse naquele momento toda a sua atenção àquela conversa, sua mente parecia lhe pregar uma peça, como que impondo uma barreira a fixação de uma linha lógica para organizar tudo aquilo.
O senhor ao notar a expressão de sua adorável amiga perante sua abstrata exposição de idéias, apenas sorriu de maneira terna, deu-lhe um longo abraço e comunicou-lhe que provavelmente não se veriam por algum tempo, ele partiria em uma longa viagem, mas que em breve voltariam a se encontrar. Pediu a ela apenas que não ficasse preocupada por não ter entendido suas palavras naquele momento, disse que chegaria a hora certa de entender, mas que guardasse apenas uma frase: – “A vida segue em sua própria inércia, sendo que a única força capaz de interromper seu percurso, é a nossa consciência disso” – ela explicaria todo o resto por si só quando fosse compreendida.
Bem...apesar de não saber se estão lendo e por cansequência gostando ou não...vou continuar postando...
Até...
enviada por *¤*:: £µd ::*¤*
22/08/2003 18:29
CIRCLE
(Lacuna Coil)
What is it for?
What is sacred?
In my circle of regrets
circle of regrets
Today I'm drawing circles
in my memory, in the pages of my life
That's me for a long time
I can't run away… (long time)
These stone tears are falling down
on me, all my regrets
my regrets (I don't want this feeling)
I need more
all I want is to break
my circle of regrets
circle of regrets
Is there any solution?
I want to find the way to escape…to go away
Pausa na história para uma musiquinha...
Até mais...
enviada por *¤*:: £µd ::*¤*
21/08/2003 17:59
A porta abre com alguma dificuldade, ao entra, o gato que dormia na estante de livros da um miado estridente e corre em direção oposta a ela. Há pelo menos uma semana ele tem agido dessa maneira, deve estar doente ou algo do gênero, pensa consigo mesma. Depois de tirar o pó das peças de louça e dos livros, ela senta-se em uma cadeira estofada de veludo vermelho desbotado no encosto, pega um velho livro e tenta ler algumas linhas, mas não consegue se concentrar, estava ficando realmente preocupa com o fato de não entrar nenhum comprador na loja há algum tempo, se as coisas continuassem assim, em breve o dinheiro que tinha não daria mais para pagar o aluguel e teria que fechar a loja. Fica então a pensar em como resolver essa situação. Quem sabe uma promoção ou coisa do gênero, poderia atrair algumas almas vivas para aquele local...Enquanto pensa, observa de maneira desatenta em volta, até seu olhar perceber algo inusitado: os relógios. Todos pareciam estar parados e marcando o mesmo horário, 7:00 da manhã, o horário que ela costuma chegar na loja. Mesmo achando o fato estranho, por serem relógios muito antigos, apenas julgou que estes estavam precisando de corda ou algum pequeno concerto, que ela mesma podia dar.
Continua na próxima postagem...
Obs:
Tiago, não...ela não matou ninguém...não q eu saiba...mas pode ter matado uma barata...hihihi
Lan, vc é muito gentil...Mas fique tranquila q eu pretendo continuar a postar a história até o fim...Realmente fico feliz q vc esteja gostando!
Dalinha, Pois é...mistério...mas não tem a intenção de ser um...Apesar de nem eu saber como isso termina...Não será tão surpreendente...não tenho tanta imaginação...hihihi
Bjs!
enviada por *¤*:: £µd ::*¤*
18/08/2003 16:34
Essa história se revela a mim (quem a escreve), com o mesmo ar de mistério ao qual se deparará o leitor que buscar entender a mesma. Logo, advirto quem quer que seja, que me surpreenderei (de forma positiva ou negativa) tanto quanto quem lê as linhas a baixo...
Mais uma manhã de uma cinzenta segunda-feira de setembro, o vento gélido e úmido soprava lá fora, mas dentro do quarto, as brumas dos sonhos ainda não haviam se dissipado. Aos poucos ela acorda, e tão logo o faz, mais uma vez sente seu coração apertado, fato que tem se repetido a cada manhã, como se a cada despertar, sua consciência não tardasse a remete-la ao que, com muito custo, conseguiu afastar de sua mente ao dormir, mesmo sem distinguir ao certo o que vem lhe perturbando.
O que a incomoda, talvez eu não seja a pessoa mais indicada e nem o saiba bem como explicar, mas tentarei (a meu modo) relatar como isso tem agido sobre ela. Acredito que infelizmente a história comece incompleta, cabendo a cada um levantar as suas próprias hipóteses sobre como tudo começou.
O apartamento vazio, ainda estava escuro, o chão gelado de cerâmica, seus pés descalços a percorrer o corredor até o banheiro, quase automaticamente...Depois do banho, café, e já percebe que novamente está atrasada para o trabalho.
Mais uma interrupção, prometo ser uma das ultimas, verdade...
Esqueci de apresentar-lhes melhor a jovem de quem eu lhes falo, ela deve ter pelo menos uns 25 anos de idade, tem uma beleza séria, com olhar distante, sempre com mechas de seus cabelos negros caídas no rosto cobrindo seus olhos de mesmo tom. Não chamava atenção por sua beleza, nem por qual quer outro atributo de sua pessoa.
Morava sozinha em um modesto apartamento no centro da cidade, próximo a seu trabalho, um antiquário perdido no meio de prédios e grandes comércios, que mal lhe garantia pagar as contas no final do mês.
Continua na próxima postagem...
Digam o q estão achando, podem dar palpites tbm...O final ainda não está claro em minha mente...A jovem descobrirá sozinha seu destino...
Até mais...
enviada por *¤*:: £µd ::*¤*